sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Como identificar um jornal sensacionalista?

O jornal sensacionalista não é visto com bons olhos por certos grupos, mas de outro lado esse exercício de jornalismo pode trazer algum beneficio para o cidadão. A partir do momento que uma pessoa que nunca antes teve o hábito de ler jornal começar a ler um, é motivo de repensar este conceito. O homem se torna arrogante com a inteligência, não precisamos nem recorrer aos filósofos para saber disto, temos um certo desprezo com aquilo que julgamos inferior a nós. Portanto jornais sensacionalistas prezam pela sensação antes mesmo do próprio fato e percebemos isso como algo que não corresponde com a realidade, sem bom-senso, portanto inferior.

No Rio Grande do Sul existem dois modelos bem interessantes de jornal, o Grupo RBS edita a Zero Hora e o Diário Gaúcho, este segundo explicitamente sensacionalista.

Exemplo:

Fato: No dia 22 de novembro de 2007 um cavalo da PM foi atacado por abelhas no Parque Farroupilha (Redenção) e morre de ataque anafilático.

Notícia anunciada pelo Diário Gaúcho: Abelhas matam na Redenção.

Na Zero Hora: Abelhas matam cavalo na Redenção.

No caso Diário Gaúcho o que remetia que era um cavalo a vítima foi uma foto não muito esclarecedora junto com a manchete.

Assim que se faz um jornal sensacionalista manchetes que deixa algo subentendido; notícias resumidas, muitas ilustração, tornando muitas vezes o jornal poluído visualmente; grande relevância para notícias policiais, popularmente é dizem que quando torce o jornal escorre sangue; consiste em assuntos triviais, considerado como variedade; cobertura quase exclusivamente local, pouco debate sobre temas internacionais. Política, economia e cultura não são prioridades na pauta, perdem para estes temas explicados.

Hoje o jornal sensacionalista está cada dia ganhando mais recursos publicitários uma vez que são as classes menos favorecidas seu grande público, e estes estão cada vez mais inseridos na economia.

A notícia deveria ter nenhum apelo emotivo, quem deveria tornar algo em emoção deveria ser o cidadão e não o editor do jornal, portanto se está é a fórmula para atrair leitores que antes não tinham o hábito de se informar por meios impressos vale a pena qualquer coisa.

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