quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Ditadura, punição e dinheiro.

Quando a América do Sul estava sobre regime militar apoiado pelos Estados Unidos, Pinochet sugeriu a Operação Condor. Está operação tinha arbitrariedade de prender e punir um cidadão por um crime cometido em outro país, mais especificamente país ditatorial sul americano. A Operação Condor mostrou grande eficiência, vencendo a burocracia que possibilitou as tramitações entre nações.

Com o fim da ditadura tais operações cessaram, foi decretada anistia durante o período da ditadura. Tanto militares e simpatizantes quanto oposicionista e grupos de esquerda perante a lei não poderiam ser punidos pelos crimes cometidos. A anistia era para os dois lados. Digo “era” porque magistrados italianos resolveram julgar tais militares por crimes cometidos a cidadãos com nacionalidade italiana. Abrindo novamente o debate sobre anistiados, agora o governo petista pensa: vale a pena mesmo deixar de punir essas pessoas?

Essas pessoas podem ser punidas? Só se estiverem fora o território brasileiro, mas quando estiverem no Brasil a anistia está valendo. Quando PT está envolvido não duvido que exerçam algo inconstitucional, uma manobra política está nascendo, aposto todas minhas fichas que haverá muitos petistas simpatizantes a tal punição, porque ainda há muito rancor por parte dos perseguidos, algumas vezes com razão.


Algumas pessoas estão se aproveitando, não existe dinheiro no mundo que possa ressarcir danos morais e físicos, mas existem pessoas que estão ganhando fortunas com indenizações por serem oposicionistas na época da ditadura, e tudo fica ainda mais fácil quando o PT libera está grana.
Se na época soubessem que ser um militante contra a ditadura era garantia de uma gorda aposentadoria no futuro, aposto que muito mais pessoas iam aderir à causa.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O natal nos faz refletir

Sou uma pessoa mesmo muito contraditória, ao mesmo tempo em que crítico o consumismo acho que o sistema capitalista é o melhor sistema que existe, apesar de suas incoerências. Sobretudo pensando desta maneira, neste Natal fui ao shopping e comprei presentes para todos meus queridos. Isso parece ser universal, percebo que as pessoas tendem a agradar todos no final do ano, exercício que não fizeram durante todos os meses.

Os shoppings viraram templos religiosos no Natal, nota-se isso pelo fluxo de pessoas que ali circulam, se a Igreja pretende recuperar esta clientela, ela precisa inovar - algumas já fazem isso – a Igreja que não inova perde para concorrência nos tempos contemporâneos. O melhor é fazer show e vender algo porque as pessoas necessitam gastar (consumir).

Se durante o ano você foi uma pessoa como eu, condenou o consumismo para ser politicamente correto, pensando melhor... Seja mais relevante. No Natal vamos esquecer este discurso. Até porque não quero ficar sem presente.

Feliz Natal.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O inimigo do presidente Lula só pode ser o povo brasileiro


Um ano e sete meses se passaram desde que a Bolívia nacionalizou o patrimônio da Petrobrás, Lula promete investir agora 1 bilhão de dólares no país vizinho. Lembro até hoje o dia que a Bolívia nacionalizou a Petrobrás, foi no dia 1º de maio de 2005 (dia do trabalho), olhando pela televisão parecia que a Bolívia tinha decretado guerra contra o Brasil, o exercito avançava Petrobrás adentro, substituindo todas as bandeiras brasileiras por bandeiras bolivianas. Em um tom dramático Evo Morales usa a oportunidade para fazer sua demagogia populista atribuindo aquele ato a um grande acontecimento histórico, a pose deveria ser motivo de orgulho para o povo boliviano e de um certo modo foi, o país mais pobre da América Latina estava se apoderando de posses do mais país mais próspero da América Latina.


Esta atitude não me surpreende quando se trata de Evo Morales, o que causa espanto é a atitude do presidente Lula em insistir no investimento no solo boliviano. As usinas brasileiras custavam no mercado 200 milhões de dólares e a indenização boliviana não alcançou nem a metade do preço e mesmo assim Lula acha que devemos investir mais na Bolívia, podendo ocasionar o mesmo episódio já conhecido.


É unanimidade entre todos os países, a Bolívia está a beira de um conflito interno, este cenário cria cautela entre investidores, mas essa cautela parece que o Brasil nunca teve. O estado do Espírito Santo é um grande potencial de gás natural, portanto não há investimento, Lula quer mesmo agradar o país vizinho, sujeito a todas as estabilidades. E outra, uma vez que acontece investimento a um certo país de políticas contraditórias, parece mais um apoio a tal país, de certo modo parece que o Brasil está de acordo com tais políticas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

CPMF e o povo gaúcho


Deixando um pouco de lado ideologias e preferências - mesmo que algumas vezes isso parece ser difícil – desta vez vou ser individualista e pensar apenas no Rio Grande do Sul. Deixando toda a parte partidária, aqui não interessa quem fez ou deixo de fazer, aqui só é importante às conseqüências políticas para o povo gaúcho.
Existem dois casos a serem estudados que merece nossa atenção mais precisamente a atenção dos gaúchos, casos quase simultâneos no segundo semestre de 2007.
Primeiro caso: A derrota do pacote econômico da governadora Yeda Crusius, que a partir do aumento da carga tributária de certos produtos supérfluos e outros nem tanto (bebidas alcoólicas, cigarro, combustíveis e telefonia, luz), tinha como objetivo minimizar o déficit das contas públicas do Rio Grande do Sul, problema que vem se agravando a cada ano.
Segundo caso: A derrota da prorrogação da CMPF, fonte de recursos da saúde e de programas assistenciais.
Agora faço pensar, no caso gaúcho quem teve um papel fundamental na derrota do pacote econômico foi o PT, onde associava a proposta do pacote como ofensa ao povo gaúcho, que não merecia pagar tantos impostos. No segundo caso o PT (aquele que foi contrário ao aumento de carga tributária gaúcha) argumentava que sem CPMF o governo entraria em caos, e agora quem foi contra a prorrogação foi o PSDB (aquele que queria aumentar os impostos no caso gaúcho).
Quando se trata de CPMF o Brasil nunca arrecadou tanto em impostos como 2007, não apenas a CPMF quem desempenhou este papel, foram todos os tipos de impostos. Hoje existem outras fontes que possam sanar as contas federais. E se não tiver, está mais que na hora de cortar gastos desnecessários, o Brasil têm hoje reservas de dólares que nunca antes foram imagináveis, por este motivo que o fim da CPMF não é nenhum fim do mundo.
Já a situação do Rio Grande do Sul não vive numa fase tão prospera como a do Brasil, nossa situação econômica, está sim, está na beira do caos. Nem parece que somos um país, e é este momento que gostaria de chegar.

Dê 40 bilhões da CPMF só seria repassado para o Rio Grande 600 milhões.

Se eu tivesse que escolher em pagar um imposto que beneficiaria o povo gaúcho ou um que beneficiaria o povo brasileiro, com pouco repasse para o Rio Grande do Sul preferia ficar com o primeiro. Devemos e não negamos, mas a dívida que o Brasil tem com o povo gaúcho é maior, pagamos o preço de ser brasileiro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Mega-sena megalomaníaca

Ultimamente tenho apostado na Mega-sena, não custa nada tentar ficar milionário, uma maneira muita fácil de ficar rico, sem trabalhar. Isso é um grande paradoxo, porque ao mesmo tempo em que é fácil ficar milionário, sem trabalhar, é muito difícil ganhar este prêmio – difícil mesmo.
Desde que comecei a jogar, nunca tinha acertado tantos números como acertei nesta semana, foram três de seis – isso para mim é muito -, mostra a dificuldade de levar o prêmio que era 40 milhões de reais. Mas a lua estava virada para um paulista, com apenas um jogo de R$ 1,50 levou a bolada de 40 milhões. Gostaria de ganhar muito esta grana, e pensando melhor 1 milhão para mim já estava muito bom, ou seja, mais que muito bom, seria ótimo. Então, por que o Brasil fomenta esta premiação megalomaníaca? O Brasil é um dos países de maior desigualdade social do mundo, e mesmo assim a Mega proporciona também essa grande desigualdade. Em vez de premiar 40 milhões premiasse 40 prêmios de 1 milhão cada, seria mais fácil de ganhar e assim não alimentasse ainda mais a desigualdade social do Brasil.
Entretanto, se eu ganhasse essa grana sozinho juro que não ficaria brabo.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Hoje sou mais brasileiro

A semana começa mais uma vez para todos neste domingo, mas esta semana começa diferente para mim, esta semana eu me tornei mais brasileiro. Hoje, como nunca antes estou me sentindo muito brasileiro, não sou egoísta nesta ocasião, este sentimento posso dividir com todos que estão a fim de saber o que estou sentindo. Até porque todos nós somos brasileiros, uns mais e outros menos, portanto garanto que sou mais brasileiro que alguns e a nossa triste realidade mostra que existem muitos outros mais brasileiros do que eu. Minha inocência permitiu achar que eu não era muito brasileiro, foi então que o destino não deixou enganar.

Fui assaltado, agora posso dizer que sou brasileiro de verdade. Triste, porém real.