Deixando um pouco de lado ideologias e preferências - mesmo que algumas vezes isso parece ser difícil – desta vez vou ser individualista e pensar apenas no Rio Grande do Sul. Deixando toda a parte partidária, aqui não interessa quem fez ou deixo de fazer, aqui só é importante às conseqüências políticas para o povo gaúcho.
Existem dois casos a serem estudados que merece nossa atenção mais precisamente a atenção dos gaúchos, casos quase simultâneos no segundo semestre de 2007.
Primeiro caso: A derrota do pacote econômico da governadora Yeda Crusius, que a partir do aumento da carga tributária de certos produtos supérfluos e outros nem tanto (bebidas alcoólicas, cigarro, combustíveis e telefonia, luz), tinha como objetivo minimizar o déficit das contas públicas do Rio Grande do Sul, problema que vem se agravando a cada ano.
Segundo caso: A derrota da prorrogação da CMPF, fonte de recursos da saúde e de programas assistenciais.
Agora faço pensar, no caso gaúcho quem teve um papel fundamental na derrota do pacote econômico foi o PT, onde associava a proposta do pacote como ofensa ao povo gaúcho, que não merecia pagar tantos impostos. No segundo caso o PT (aquele que foi contrário ao aumento de carga tributária gaúcha) argumentava que sem CPMF o governo entraria em caos, e agora quem foi contra a prorrogação foi o PSDB (aquele que queria aumentar os impostos no caso gaúcho).
Quando se trata de CPMF o Brasil nunca arrecadou tanto em impostos como 2007, não apenas a CPMF quem desempenhou este papel, foram todos os tipos de impostos. Hoje existem outras fontes que possam sanar as contas federais. E se não tiver, está mais que na hora de cortar gastos desnecessários, o Brasil têm hoje reservas de dólares que nunca antes foram imagináveis, por este motivo que o fim da CPMF não é nenhum fim do mundo.
Já a situação do Rio Grande do Sul não vive numa fase tão prospera como a do Brasil, nossa situação econômica, está sim, está na beira do caos. Nem parece que somos um país, e é este momento que gostaria de chegar.
Dê 40 bilhões da CPMF só seria repassado para o Rio Grande 600 milhões.
Se eu tivesse que escolher em pagar um imposto que beneficiaria o povo gaúcho ou um que beneficiaria o povo brasileiro, com pouco repasse para o Rio Grande do Sul preferia ficar com o primeiro. Devemos e não negamos, mas a dívida que o Brasil tem com o povo gaúcho é maior, pagamos o preço de ser brasileiro.

2 comentários:
Meu caro Eduardo, neste país temos carga tributária de primeiro mundo com servições de país africano.
Um pacto federativo seria a solução, o RGS poderia ser muito melhor aquinhoado com a arrecadação se não houvesse tanta concentração e tantos tributos. A derrota do governo fortalece a democracia e tira um pouco da arrogância e prepotência do executivo. Eles sempre desprezaram o legislativo, até criaram o infame mensalão. Agora tomaram a lição.
Uma vez um cara queria separar o RS do Brasil. Nao sei ate onde estava certo. Me parece que esta preso. É coisa para se pensar...
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