
Um ano e sete meses se passaram desde que a Bolívia nacionalizou o patrimônio da Petrobrás, Lula promete investir agora 1 bilhão de dólares no país vizinho. Lembro até hoje o dia que a Bolívia nacionalizou a Petrobrás, foi no dia 1º de maio de 2005 (dia do trabalho), olhando pela televisão parecia que a Bolívia tinha decretado guerra contra o Brasil, o exercito avançava Petrobrás adentro, substituindo todas as bandeiras brasileiras por bandeiras bolivianas. Em um tom dramático Evo Morales usa a oportunidade para fazer sua demagogia populista atribuindo aquele ato a um grande acontecimento histórico, a pose deveria ser motivo de orgulho para o povo boliviano e de um certo modo foi, o país mais pobre da América Latina estava se apoderando de posses do mais país mais próspero da América Latina.

Esta atitude não me surpreende quando se trata de Evo Morales, o que causa espanto é a atitude do presidente Lula em insistir no investimento no solo boliviano. As usinas brasileiras custavam no mercado 200 milhões de dólares e a indenização boliviana não alcançou nem a metade do preço e mesmo assim Lula acha que devemos investir mais na Bolívia, podendo ocasionar o mesmo episódio já conhecido.

É unanimidade entre todos os países, a Bolívia está a beira de um conflito interno, este cenário cria cautela entre investidores, mas essa cautela parece que o Brasil nunca teve. O estado do Espírito Santo é um grande potencial de gás natural, portanto não há investimento, Lula quer mesmo agradar o país vizinho, sujeito a todas as estabilidades. E outra, uma vez que acontece investimento a um certo país de políticas contraditórias, parece mais um apoio a tal país, de certo modo parece que o Brasil está de acordo com tais políticas.

Um comentário:
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