segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Petróleo e Coca-Cola

O negócio do futuro é petróleo e Coca-Cola, o mundo não vive mais sem os dois líquidos. Dizem que a história do século XX só é possível ser cotada a partir da história do petróleo, este foi o centro de grandes embates e crises políticas. Hoje como nunca somos totalmente dependentes do petróleo, sem petróleo o mundo desliga, não funciona. A economia mundial está tão interligada ao combustível que a cotação do barril afeta a todos, a economia está sempre sujeita as oscilações das cotas do barril.

O poder do petróleo está descentralizando o poder econômico e político para o Oriente Médio, a região que mais produz ouro negro no mundo, cidades futurísticas estão nascendo no meio dos desertos, vejamos Dubai (foto ao lado). E este dinheiro do petróleo (petrodólares) está financiando políticas autoritárias em parte do mundo, como Irã. Está tendência tem reflexo até na América Latina, com pseudoditador Hugo Chavéz que ganha força só por causa do petróleo, graças à posição da Venezuela como 9ª produtora de petróleo do mundo.

Com a descoberta da maior jazida de petróleo em solo brasileiro (Campo de Tupi) o Brasil pode ser um futuro potencial de energia no mundo, juntamente com seus programas de biodisel.

O preço do barril está contado a 100 dólares, mesmo preço alcançado na crise de 1973 e 1979, por incrível que pareça tomara que a crise atual permaneça por mais algum tempo. Por que? Deixa-me explicar...

Antes das crises da década de 70 só era viável economicamente extrair petróleo do solo, após a crise começou valer a pena economicamente extrair petróleo de águas profundas, método que o Brasil se tornou especialista. Agora com supervalorização do barril será viável o orçamento das obras para alcançar o Campo de Tupi, que está situada na camada pré-sal mais ou menos a 5 mil metros de profundidade.

Já o combustível bebível, o outro liquido preto valioso, também nos explica inúmeras guerras, a Guerras das Colas. Isso é real... Está guerra ultrapassou as barreiras publicitárias e se tornou em um conflito regional a Guerra das Garrafas. Na década de 80 no Rio Grande do Sul a Pepsi-Cola aceitava os cascos da Coca-Cola para depois quebrar. Se existe guerra saudável posso dizer que está é mais saudável que as invasões no Oriente Médio. Agora no período Pós-Guerra das Garrafas, mas ainda no período Guerra das Colas os conflitos entre as duas grandes potencias (Coca-Cola e Pepsi-Cola) a guerra está restrita apenas para o campo do marketing, como toda guerra tem vítimas, neste caso somos nós.

2 comentários:

Murilo Prado Badaró disse...

Caro Eduardo
Desde o século XVIII o petróleo reina absoluto, desde meados do século XX a Coca Cola tb, mas acho que estamos mudando de hábitos.
O Petroleo ficará cada vez mais caro e vai ajudar a viabilidade comercial de outras fontes energéticas, até coisas antes inimagináveis como hidrogênio em escala comercial estão em testes.
Vou postar no meu blog um quadro com a tendência das fontes do futuro,não que ele desaparecerá, mas será muito pouca a participação. Quanto a Coca Cola, as gerações atuais são mais saudáveis, minha filha de 9 anos não bebe Coca, ou melhor, não gosta e prefere suco. A tendência tb é uma redução do consumo. Nenhum vai acabar, mas não posso concordar que seja o negócio do futuro.
Abs

Letícia Losekann Coelho disse...

hum bela aula! Gostei! O petróleo acredito vai ficar caro...e Lula ajudando a escavar em outros países ...não me cheira coisa boa não!
A coca- cola éuma droga eu não bebo de maneira nenhuma!
beijos