quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Carnaval... alguém esperou por esta data?

Como podemos conhecer a cultura de um certo país?
Através da religião, arte, literatura, costumes, esportes, leis/regras e festas populares.

Algumas dessas características são mais intensas na cultura brasileira e outras nem tanto, já festas populares, ahhh... Essa sim é intensa, a maior festa popular do mundo é brasileira: o carnaval. Tenho minhas críticas a respeito do carnaval, mas admito que mais me surpreende esta data do que qualquer outra coisa.

É incrível a mobilização popular para o carnaval, o ritual do carnaval é sagrado para o brasileiro. Antes de começar a festa tudo é alegria e entusiasmo e quando acaba a festa a alegria e entusiasmo se transformam em melancolia misturada com ressaca, por experiência o brasileiro sabe que depois do carnaval o ano “começa” de verdade, tudo de novo: trabalho, estudo, o sacrifício diário pela sobrevivência, contas a pagar, filhos a cuidar, compromissos a cumprir.

Precisamos de fantasia, que chato seria um mundo sem fantasia seria um mundo sem prazer porque a fantasia é o modo de sentirmos prazer com algo ilusório, parece sem lógica mas é verdade. Imagine a seguinte situação... Tal ano as festas de carnaval seriam proibidas no Brasil. Pense nas conseqüências que isso poderia causar: revoltas populares, boicotes ao sistema etc, o brasileiro teria na cabeça que algo não começou e não terminou, que o ano de “verdade” também não começou e nem pouco terminou, algumas pessoas entraria em crises pessoais e depressão, seria problema de saúde pública. Em síntese o país entraria em caos, o carnaval está inserido de tal maneira na cultura brasileira que sem ele a população perderiam o rumo. Precisamos da confusão do carnaval para nos despertar para novas batalhas, é preciso se perder para se achar, e sem a confusão durante o período do carnaval teríamos confusão o ano inteiro.

Se a cultura de um país é caracterizada pela religião, arte, literatura, costumes, esportes, leis/regras e festas populares (sem ordem de importância), o carnaval é o resultado de todos estes fatores. Neste período algumas regras são transformadas, a paixão do esporte é transferida para paixão pelas escolas de samba, o comportamento coletivo em relação ao ritual carnavalesco vira costume, alguns personagens da fantasia são imortalizados na literatura, as músicas de carnaval são de certa forma arte popular e se não fosse pela crença religiosa não existiria carnaval.

Então, não temos como negar tudo que o carnaval significa para o povo brasileiro.

Bom Carnaval a todos.

Eu vou aproveitar esta data para viajar para o exterior, vou cruzar o Rio Mampituba e passar o carnaval em Santa Catarina.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Esse é o meu compromisso (Ultramen)

Fico indignado quando falam por ai que é preciso construir escolas ao invés de presídios - claro precisamos de escolas, e de qualidade – mas a questão é o seguinte: como vamos resolver o déficit nos presídios do Rio Grande do Sul sem construir mais presídios?

Vou fazer um pouco de terrorismo. Se for pra assaltar alguém tomara que os infratores impunes assaltem estas pessoas contrárias à construção de presídios. Existe no Rio Grande do Sul um déficit de 9 mil vagas e por enquanto não há soluções previstas para resolver tal problema.

Já que não existe outra saída, deveríamos captar recursos com parcerias privadas para reestruturar o sistema penitenciário gaúcho, e ser visto como exemplo para o resto do Brasil. Ou a gente vai cansar de assaltos cometidos por papagaios anônimos que andam livres pelos ares da impunidade.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Férias...

Depois que o presidente Lula disse para não se preocupar sobre as questões energéticas fiquei muito preocupado.

Saio de férias por uma semana... o blog entra em recesso. Mas voltarei.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Petróleo e Coca-Cola

O negócio do futuro é petróleo e Coca-Cola, o mundo não vive mais sem os dois líquidos. Dizem que a história do século XX só é possível ser cotada a partir da história do petróleo, este foi o centro de grandes embates e crises políticas. Hoje como nunca somos totalmente dependentes do petróleo, sem petróleo o mundo desliga, não funciona. A economia mundial está tão interligada ao combustível que a cotação do barril afeta a todos, a economia está sempre sujeita as oscilações das cotas do barril.

O poder do petróleo está descentralizando o poder econômico e político para o Oriente Médio, a região que mais produz ouro negro no mundo, cidades futurísticas estão nascendo no meio dos desertos, vejamos Dubai (foto ao lado). E este dinheiro do petróleo (petrodólares) está financiando políticas autoritárias em parte do mundo, como Irã. Está tendência tem reflexo até na América Latina, com pseudoditador Hugo Chavéz que ganha força só por causa do petróleo, graças à posição da Venezuela como 9ª produtora de petróleo do mundo.

Com a descoberta da maior jazida de petróleo em solo brasileiro (Campo de Tupi) o Brasil pode ser um futuro potencial de energia no mundo, juntamente com seus programas de biodisel.

O preço do barril está contado a 100 dólares, mesmo preço alcançado na crise de 1973 e 1979, por incrível que pareça tomara que a crise atual permaneça por mais algum tempo. Por que? Deixa-me explicar...

Antes das crises da década de 70 só era viável economicamente extrair petróleo do solo, após a crise começou valer a pena economicamente extrair petróleo de águas profundas, método que o Brasil se tornou especialista. Agora com supervalorização do barril será viável o orçamento das obras para alcançar o Campo de Tupi, que está situada na camada pré-sal mais ou menos a 5 mil metros de profundidade.

Já o combustível bebível, o outro liquido preto valioso, também nos explica inúmeras guerras, a Guerras das Colas. Isso é real... Está guerra ultrapassou as barreiras publicitárias e se tornou em um conflito regional a Guerra das Garrafas. Na década de 80 no Rio Grande do Sul a Pepsi-Cola aceitava os cascos da Coca-Cola para depois quebrar. Se existe guerra saudável posso dizer que está é mais saudável que as invasões no Oriente Médio. Agora no período Pós-Guerra das Garrafas, mas ainda no período Guerra das Colas os conflitos entre as duas grandes potencias (Coca-Cola e Pepsi-Cola) a guerra está restrita apenas para o campo do marketing, como toda guerra tem vítimas, neste caso somos nós.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Filmes publicitários

Esses dois filmes tem meu DNA, não só meu, mas de todo grupo: Bruno, Mariana, Morgana e Marta.


Este da Coca foi até premiado.


Juro que final de semana escrevo alguma coisa legal.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Cidadãos Gaúchos


Os gaúchos foram os grandes desbravadores do oeste do Brasil, os grandes fazendeiros do estado de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e região constituem na maioria das vezes de gaúchos. Hoje em dia existem CTG (Centro de Tradição Gaúchas) espelhado por todo mundo. Poderia criar um grande texto para expressar o quando tenho orgulho de ser gaúcho, e muitas personalidades me dariam créditos.Quando a coisa está ruim, a soluça geralmente encontrada é por um gaúcho no cargo, por exemplo, Nelson Jobim, o homem que organizou a Anac. Porém minhas homenagens, com todo humildade vão para o Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, o homem que conhece e preserva o espírito gaúcho.

Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em Administração de Empresas e Administração Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se em Inteligência Estratégica na Universidade Salgado de Oliveira e na Escola Superior de Guerra. Fez curso de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e de Análise de Dados de Inteligência Policial, Sistema Guardião. Ingressou no Departamento de Polícia Federal no ano de 1981 como agente, principalmente, na área de repressão a entorpecentes. Exerceu funções no setor de inteligência, combatendo o crime organizado em vários Estados brasileiros. Ministrou aulas e palestras no Curso de Pós-graduação em Inteligência e Segurança Pública da Universidade Federal do Mato Grosso. Na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, como delegado de Polícia Federal, foi coordenador da Missão Suporte, chefe do Serviço de Inteligência e da Interpol.

Meu ídolo não é nenhhum capitão Nascimento.
O Brasil precisa de mais gáuchos na política.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O Piar da Coruja

Fui até Capão da Canoa passar o reveillon com a família (até então tudo normal) comidas, champagne, promessas... Todo este ritual tornava a espera menos ansiosa, o novo ano chegaria com as queimas de fogos. Tinha tudo para começar bem, a queima de fogos seria apenas parte deste ritual, seria as boas vindas ao final 8. Foi então que 100 mil pessoas que estavam a beira-mar se decepcionaram, a ano novo chegou sem fogos, sem o brinde de boas vindas. Motivo: 5 corujas próximas ao local da festa ficariam estressadas com a efetuação dos fogos.

Aonde foi parar o bom senso? Como 5 corujas poderiam acabar com a festa de 100 mil pessoas?

Os defensores deste ato argumentam que as corujas são protegidas por lei, então o que ocorreu foi apenas o cumprimento da lei. Daqui uns dias tudo vai estar protegido por lei, porque este é o país que mais decreta lei no mundo. Não se assuste, daqui uns anos quando matar um rato em sua casa você poderá responder um processo criminal. No Brasil dizem que é melhor matar um fiscal do Ibama ao ser flagrado matando um animal, do que o próprio animal. Coisa meio incoerente, não?
Este embate tinha solução:
Se removessem as corujas do lugar e recolocassem após o termino das festas ou construísse um abrigo;
Se colocassem os fogos em uma distância segura das corujas.

Já que chegamos neste assunto, mesmo sabendo que foi a FEPAM que proibiu a queima dos fogos, sempre tive um pé atrás com as organizações não governamentais defensoras do meio ambiente, por exemplo, Greenpeace. Durante a Guerra Fria na década de 70, os ativistas dessa organização tiveram um papel fundamental para o fim dos testes nucleares norte americanos, ganhando assim atenção do mundo e apoderando de peso político para intervenção em outros assuntos ambientais. Visivelmente todos fundadores adotavam postura de esquerda, com o termino da Guerra Fria muitos comunistas ficaram sem causa e migraram para o Greenpeace.

A organização começou ter atitudes mais radicais, ainda com idéias antiquadas passaram a se posicionar contra o capitalismo. Ou melhor, hoje Greenpeace é contra todos, apontam todos os problemas do mundo, mas nada fazem para achar soluções, sua palavra de ordem é: proibir. Quem sustenta meus argumentos não é ninguém mais que Patrick Moore, fundador que hoje tem relações nada amistosas com seus ex-companheiros do Greenpeace. Em uma entrevista realizada pela revista Superinteressantel do mês de setembro de 2007 foi lhe perguntado:

Você costuma ser acusado de trair o movimento ecológico, de se vender ao inimigo porque hoje dá consultoria a empresas, inclusive da área nuclear. Você virou a casaca?
Eu não mudei de lado, pois sempre acreditei que nós precisamos equilibrar as necessidades das pessoas com a proteção do ambiente. O que há de errado em ajudar a indústria a vencer desafios ambientais? Afinal é ela, com seus produtos e serviços, que torna a vida civilizada possível. Al Gore e os líderes do Greenpeace vivem com todos os confortos modernos, mas querem que nós voltemos a uma espécie de era pré-industrial.
Entre outras partes interessantes, me chamou atenção quando Patrick Moore fala que o maior problema do planeta é a pobreza “Na minha opinião pessoal, a maior questão ecológica é a pobreza. Sociedades pobres não conseguem limpar a água que sujam, nem replantar as árvores que cortam”, em seguida diz que as elites políticas estão tentando assustar o público para ganhar controle sobre ele, e o meio para este fim vem de organizações como Greenpeace.

A energia nuclear hoje é considerada um método limpo de energia, porém ativistas ecológicos desprezam por razões emocionais, como desprezam a criação de peixes em cativeiros, uso do cloro para tornar a água potável e os alimentos transgênicos.

Na minha percepção os alimentos transgênicos são os mais injustiçados, tendo como base pesquisas pseudo cientificas afirmam que estes alimentos geneticamente modificados apresentam malefícios a saúde humana, porém nada confirmado. Logicamente se algo não é ruim, é bom. Em uma pesquisa rápida pelo site do Greenpeace tanto na versão em ingles quanto na versão em português quase não há cobertura sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde pública, por que será? Se eles são os defensores do mundo deveriam condenar os agrotóxicos também! Este sim causa sérios riscos à saúde. Dados do Wikipédia (conheço a fama deste, mas não tive tempo de fazer uma pesquisa mais sofisticada) mostra o uso indiscriminado do agrotóxico “O Brasil supera em sete vezes a média mundial de 0,5 kg/habitante de veneno. Essa média, no início dos anos 80, era de 3,8 kg/hab., número esse que aumentou em 1986, com a injeção temporária de recursos do Plano Cruzado. Então, o consumo elevou-se de 128.000 toneladas para 166.000 t/ano. Em percentual, o consumo cresceu em 421%, no período de 1964 a 1979, enquanto que a produção das quinze principais culturas brasileiras não aumentou mais do que 5%”. Como me criei no interior, na região de maior concentração de plantação de fumo do Brasil conheço muito bem a potencialidade maligna dos agrotóxicos na saúde humana e animais como no meio ambiente. E também sei o tamanho do lucro das indústrias de agrotóxicos. Usando sementes transgênicas quase não há necessidade de usar agrotóxico, existem interesses por parte do Greenpeace de manter esta cultura, se não grandes campanhas seriam realizadas para condenar os agrotóxicos, como fazem com outros temas.

Existem problemas sérios sobre questões ambientais a serem resolvidas, a consciência que temos hoje deveríamos ter tido há uns 20 anos atrás, como não tivemos os paises subdesenvolvidos do século XXI pagarão está conta, os países desenvolvidos de hoje na época que prosperaram nem pensavam sobre questões ambientais, portanto existem desenvolvimento sustentável, para isso é essencial a solução de muitos problemas: Educação. E isso deve partir de cada pessoa ou serem estimuladas por pessoas sem causas políticas a serem defendidas, gostaria que o Greenpeace fosse assim, mas o que vimos não passa de uma organização politizada de extremistas. Muitos não concordam com o que digo por isso aqui existe espaço para todas as opiniões.

Ahh... querem saber notícias das corujas? Estão lá ainda, agora vigiadas por policiais 24h por dia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Em 2008 pago para ver...

Escutei uma vez a seguinte frase: A vida é feita de hábitos, pois somos o que fazemos. – Se alguém souber o autor, por favor, me diga-. Começamos o ano tentando manter os bons hábitos, os hábitos virtuosos. Entre muitos, são eles: dignidade, respeito, educação,humildade, solidariedade etc. Em contramão desejamos eliminar os maus hábitos, os hábitos viciosos, costumes estes que depois de adquiridos perdemos o controle.

Começo o ano pensando que ainda tenho muitas coisas para aprender e muitas outras coisas para mudar, mas deixo isso para o plano pessoal. Aqui vou debater somente sobre o plano público. Então, em 2008 pago para ver:

  • O desfeche da historia dos reféns das Farc;
  • A recompensa pela captura do traficante colombiano Juan Carlos Abadia;
  • O Corinthias de Mano Menezes tentando voltar para primeira divisão;
  • A punição dos corruptos do Detran do Rio Grande do Sul;
  • As coligações partidárias para as eleições municipais;
  • Os novos prefeitos;
  • As eleições na Rússia;
  • As eleições norte americana;
  • A retirada das tropas americanas no Iraque;
  • A quota do barril de petróleo;
  • O desempenho das bolsas americanas depois da crise imobiliária;
  • A performance da Bovespa na economia mundial super aquecida;
  • A voz da oposição na Venezuela;
  • A estabilização política na Bolívia;
  • Lula como líder na América Latina;
  • As questões energéticas no Brasil;
  • O desempenho do Brasil nas Olimpíadas;
  • China o país do futuro;
  • O convívio entre palestinos e israelenses;
  • Novas medidas econômicas de Yeda;
  • Licenças ambientais para as papeleiras que pretendem se instalar no RS.

O que você paga para ver em 2008?